A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, manifestou repúdio à denúncia envolvendo estudantes do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso acusados de criar uma lista ofensiva contra mulheres dentro da instituição.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um suposto ranking intitulado “estupráveis”, no qual alunas teriam sido expostas de forma degradante e misógina. Durante sessão ordinária desta quinta-feira (7), a parlamentar classificou o episódio como grave e incompatível com o ambiente acadêmico.
Segundo Paula Calil, o caso ultrapassa limites éticos, morais e jurídicos, além de contribuir para a banalização da violência contra a mulher.
“Estamos falando de estudantes de Direito, pessoas que deveriam compreender os limites da ética, da moralidade e do respeito às leis. Não podemos tratar com normalidade atitudes que incentivem violência ou relativizem crimes contra mulheres”, afirmou.
A vereadora destacou ainda preocupação pelo fato de os envolvidos serem acadêmicos de Direito, futuros profissionais que atuarão diretamente no sistema de Justiça.
Para ela, situações como essa ampliam a sensação de insegurança e vulnerabilidade das mulheres dentro das universidades.
“As instituições de ensino precisam ser espaços de respeito, acolhimento e proteção. Episódios dessa natureza geram preocupação e não podem ser ignorados”, declarou.
Diante da repercussão, Paula Calil informou que encaminhou, em conjunto com a Comissão de Educação da Câmara, presidida pelo vereador Daniel Monteiro, um ofício solicitando esclarecimentos à UFMT sobre as medidas que serão adotadas pela universidade.
A presidente da Câmara também defendeu rigor na apuração dos fatos, acolhimento às possíveis vítimas e responsabilização dos envolvidos caso as denúncias sejam confirmadas.







