O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o deputado federal Nelson Barbudo, a ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli e o deputado estadual Elizeu Nascimento cometeram um erro político ao deixarem a sigla durante a janela partidária deste ano.
Durante entrevista concedida nesta quinta-feira (8) à rádio Cultura, Ananias comentou as mudanças no cenário político visando as eleições de 2026 e avaliou que os três nomes teriam melhores condições eleitorais permanecendo no partido.
“Partido é isso mesmo, cada um busca o espaço que considera melhor para construir seu projeto político. Mas, na minha avaliação, eles erraram ao sair”, afirmou.
Ao falar sobre Nelson Barbudo, Ananias disse que a saída ocorreu de forma respeitosa, mas reforçou que o parlamentar teria mais força eleitoral dentro do PL.
“O Barbudo não saiu pela porta dos fundos, saiu pela porta da frente. Nós mostramos a ele que acreditávamos que teria mais votos no PL do que em outra legenda, mas foi uma decisão pessoal”, declarou.
Barbudo deixou o partido no fim da janela partidária e se filiou ao Podemos. Na época, justificou a mudança alegando excesso de concorrência interna na chapa liberal para a disputa à Câmara Federal.
Segundo o deputado, a projeção era de que o PL elegesse apenas dois nomes, o que dificultaria sua permanência diante da disputa com outros candidatos da legenda.
Ananias também criticou a saída da ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli, que trocou o PL pelo MDB em abril. Suplente de senadora e liderança ligada ao agronegócio no Nortão, Rosana é apontada como pré-candidata à Câmara Federal.
“A Rosana também errou na minha avaliação. Vamos ver lá na frente quem estava certo”, disse.
O dirigente partidário ainda comentou a saída do deputado estadual Elizeu Nascimento, que se filiou ao Novo em fevereiro deste ano.
“Ele ganhava a eleição no PL e ainda ajudava o partido a conquistar mais uma vaga na Assembleia Legislativa”, afirmou.
Questionado sobre o fato de Elizeu ter sido alvo da Operação Emenda Oculta, que investiga supostos desvios envolvendo emendas parlamentares, Ananias evitou condenações antecipadas.
“Não condeno ninguém antes da Justiça. O Elizeu continua no meu coração, mas agora essa situação passa a ser um problema do Novo”, declarou.







