Um amplo estudo internacional revelou que eventos graves como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) raramente acontecem sem sinais prévios. A análise, que reuniu informações de cerca de 9 milhões de pessoas nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, identificou fatores de risco bem conhecidos presentes na imensa maioria dos casos.
Entre os principais elementos associados estão a pressão alta, o colesterol elevado, o excesso de açúcar no sangue e o tabagismo — condições que podem ser acompanhadas e controladas ao longo do tempo.
Os dados, publicados no Journal of the American College of Cardiology, mostram que esses fatores estiveram ligados a 99% dos episódios analisados. Mesmo em grupos considerados de menor risco, como mulheres com menos de 60 anos, mais de 95% dos casos apresentavam pelo menos um desses problemas.
A hipertensão se destacou como o fator mais comum, presente em mais de 90% dos registros envolvendo doenças cardiovasculares graves.
Os pesquisadores destacam que os resultados reforçam a importância da prevenção, indicando que a maioria desses eventos pode ser evitada com acompanhamento médico, hábitos saudáveis e políticas públicas voltadas à saúde.
A conclusão do estudo aponta que o controle desses fatores modificáveis deve ser prioridade, já que eles desempenham papel central no desenvolvimento de doenças cardíacas e cerebrovasculares.
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