O programa Desenrola 2.0, criado pelo governo federal para renegociação de dívidas, começou oficialmente nesta terça-feira (5) com adesão dos principais bancos do país.
Entre as instituições financeiras que já confirmaram participação estão Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Santander Brasil e Nubank.
Segundo o Ministério da Fazenda, a infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações (FGO), responsável pelo registro das operações do programa, foi liberada nesta terça-feira.
A Federação Brasileira de Bancos informou que algumas instituições já começaram a ofertar condições de renegociação, enquanto outras ainda realizam pré-cadastros e ajustes operacionais.
O Banco do Brasil e o Bradesco disponibilizaram formulários para manifestação de interesse dos clientes enquanto aguardam regulamentações finais.
A Caixa Econômica Federal informou que os clientes já podem buscar atendimento pelas agências, site, telefone e WhatsApp. O banco afirmou ter realizado nesta terça-feira a primeira quitação pelo novo programa, com desconto de 75% para um cliente do estado de São Paulo.
O Itaú Unibanco também criou um canal específico para renegociação, enquanto o Santander Brasil afirmou estar preparado para iniciar as ofertas “o mais brevemente possível”.
O Nubank destacou que todo o processo de renegociação será feito diretamente pelo aplicativo, com visualização de descontos e opções de parcelamento.
O Desenrola 2.0 terá duração de 90 dias para famílias, estudantes e empresas. Para produtores rurais, o prazo vai até 20 de dezembro de 2026.
O programa prevê descontos de até 90% nas dívidas renegociadas.
Na categoria Famílias, podem aderir pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.
Entre as medidas previstas, famílias que aderirem ao programa terão os CPFs bloqueados em plataformas de apostas por 12 meses.
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