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06 de Maio de 2026

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Política Mundo Quarta-feira, 04 de Março de 2026, 09:07 - A | A

Quarta-feira, 04 de Março de 2026, 09h:07 - A | A

Senadores dos EUA alertam para guerra sem prazo contra o Irã

Senadores dos Estados Unidos deixaram uma reunião a portas fechadas com representantes da Casa Branca apresentando avaliações diferentes sobre quanto tempo pode durar o envolvimento do país no conflito com o Irã.

O senador republicano Tommy Tuberville, do Alabama, afirmou que o governo  incluindo o secretário de Estado Marco Rubio apresentou um cronograma indicando que a participação norte-americana poderia terminar em um período de três a cinco semanas. A previsão estaria alinhada a declarações públicas recentes do presidente Donald Trump.

No entanto, outros parlamentares disseram não ter recebido um prazo claro para o fim das operações. O senador republicano Josh Hawley, do Missouri, afirmou que as informações apresentadas na reunião foram vagas.

“Pareceu-me muito vago”, disse Hawley. O senador, conhecido por posições mais cautelosas em relação a intervenções militares, afirmou que provavelmente não apoiaria o envio de tropas terrestres e que acompanhará de perto o desenrolar da operação, que classificou como “em rápida transformação”.

Apesar das dúvidas, Hawley avaliou que as forças militares já obtiveram avanços importantes. “Os militares realizaram muito. Então, considerando os sucessos que obtiveram e a quantidade de conquistas que alcançaram, espero uma conclusão rápida”, declarou.

Entre os democratas, porém, o clima foi de preocupação. Alguns parlamentares criticaram a Casa Branca por, segundo eles, não apresentar um plano claro ou um prazo para o conflito.

O senador Chris Murphy disse ter saído da reunião ainda mais preocupado com a possibilidade de uma guerra prolongada. “Acho que agora estou ainda mais convencido de que isso vai ser algo sem prazo definido e para sempre”, afirmou.

Já o senador Tim Kaine resumiu a situação de forma direta. Questionado sobre quanto tempo a operação pode durar, respondeu: “Não será rápido”.

Segundo Kaine, diferentes objetivos foram discutidos na reunião, mas ainda não existe um objetivo final claramente definido. “Vários objetivos diferentes foram discutidos, mas, em termos de um objetivo claro, acho que ainda está tudo muito nebuloso”, disse.

Conflito no Oriente Médio

A escalada da tensão ocorre após Estados Unidos e Israel iniciarem, no sábado (28), uma série de ataques contra o Irã em meio às disputas envolvendo o programa nuclear iraniano.

Em resposta, o regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto durante os ataques realizados por forças norte-americanas e israelenses.

Após a divulgação da notícia, o Irã ameaçou realizar “a ofensiva mais pesada da história”. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que retaliar os ataques de Israel e dos Estados Unidos é considerado pelo país um “direito e dever legítimo”.

Em resposta às ameaças, o presidente Donald Trump alertou que qualquer retaliação será respondida com força. “É melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, afirmou.

No dia anterior, Trump já havia declarado que os ataques contra o Irã continuarão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo”.

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