Os Estados Unidos começaram a aplicar, nesta terça-feira (24), uma tarifa global de 10% sobre praticamente todas as importações. A medida foi oficializada pelo presidente Donald Trump após a Suprema Corte americana barrar parte do pacote tarifário anunciado em abril de 2025.
Embora o governo tenha sinalizado a possibilidade de elevar a taxação para 15%, foi mantida a alíquota de 10%, com prazo inicial de 150 dias. A decisão tem como base a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza restrições temporárias para conter desequilíbrios no balanço de pagamentos.
De acordo com o governo norte-americano, o país enfrenta um déficit comercial de bens estimado em US$ 1,2 trilhão entre 2024 e 2025, além de um rombo em conta corrente equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado o maior índice desde 2008.
Para o agronegócio brasileiro, os efeitos imediatos tendem a ser limitados. Produtos como carne bovina, tomates, laranjas e suco de laranja incluindo versões congeladas e concentradas ficaram de fora da sobretaxa.
Também foram excluídos da nova tarifa minerais considerados estratégicos, produtos energéticos, fertilizantes sem oferta suficiente no mercado americano, medicamentos, parte dos eletrônicos e itens do setor aeroespacial.
O governo dos EUA afirma que a iniciativa tem como objetivo corrigir desequilíbrios externos e proteger interesses econômicos e de segurança nacional. O decreto estabelece validade até 24 de julho de 2026, salvo eventual decisão contrária do Congresso. Parlamentares democratas no Senado já demonstraram resistência à prorrogação da medida, o que mantém o cenário de incerteza no comércio internacional.
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