O desembargador Orlando Perri afirmou que o afastamento de 10 magistrados em Mato Grosso evidencia que o próprio Judiciário está atuando para retirar de seus quadros juízes suspeitos de irregularidades. A declaração foi dada nesta sexta-feira (8), durante a inauguração do novo Centro Socioeducativo Masculino de Cuiabá, no Complexo Pomeri.
Decano do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Perri classificou o cenário como “perturbador”, mas também afirmou que a situação traz uma resposta positiva à sociedade ao demonstrar que há fiscalização interna e apuração das denúncias envolvendo membros da magistratura.
Segundo ele, os casos ainda estão sob investigação e cabe à Justiça definir a responsabilidade de cada magistrado. No entanto, ressaltou que, se houver comprovação das acusações, o afastamento definitivo deve ocorrer.
Atualmente, o Judiciário mato-grossense possui oito juízes de primeiro grau e dois desembargadores afastados por suspeitas de infrações disciplinares e desvios de conduta.
Entre os casos mais recentes estão os dos juízes Alexandre Meinberg Ceroy e Fernando da Fonsêca Melona, ambos afastados após decisões administrativas relacionadas a investigações disciplinares.
Também seguem afastados os magistrados Mirko Vincenzo Gianotte, Silvia Renata Anffe Souza de Moura, Anderson Candiotto, Tatiana dos Santos Batista, Ivan Lúcio Amarante e Maria das Graças Gomes da Costa.
Os desembargadores Dirceu dos Santos e João Ferreira Filho também permanecem fora das funções enquanto respondem a procedimentos administrativos.









