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06 de Maio de 2026

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Política Brasil Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 08:27 - A | A

Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 08h:27 - A | A

Senadores pedem transferência de Vorcaro para presídio federal de segurança máxima

Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) solicitaram ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro e de Fabiano Zettel para um presídio federal de segurança máxima. O pedido foi enviado nesta quinta-feira (5).

Segundo os parlamentares, a medida busca preservar a integridade física dos investigados e garantir a segurança das investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

Vorcaro voltou a ser preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante uma nova fase da operação, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. A investigação apura crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, que teriam sido cometidos por uma organização criminosa.

O pedido dos senadores ocorreu após a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, que também havia sido preso no caso e morreu sob custódia da Polícia Federal. No documento encaminhado ao STF, os parlamentares afirmam que o episódio “acende alerta quanto aos riscos que podem recair sobre pessoas diretamente vinculadas à estrutura investigada”.

Eles destacam ainda que a solicitação não representa defesa dos investigados, mas uma medida para preservar o interesse público e garantir a completa apuração dos fatos.

De acordo com decisão que determinou a prisão de Vorcaro, Mourão atuava como uma espécie de “ajudante” do dono do Banco Master. Ele seria responsável por coletar informações sigilosas para monitorar pessoas e neutralizar situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado, informalmente chamado de “A Turma”.

Segundo as investigações, Mourão organizava ações para identificar, localizar e acompanhar pessoas que mantinham relação com investigações ou que faziam críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master. Entre os possíveis alvos estariam concorrentes, ex-funcionários e jornalistas.

A Polícia Federal também aponta que ele teria obtido acesso indevido a sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol.

Caso Banco Master

O caso ganhou repercussão após o Banco Central decretar, em novembro de 2025, a liquidação do Banco Master e da gestora de investimentos Reag. O episódio é considerado um dos mais graves do sistema financeiro brasileiro.

As investigações apontam suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos e tentativas de socorro financeiro por meio de banco público.

Na ocasião, o Banco Central informou que a medida foi tomada devido à grave crise de liquidez do conglomerado Master e ao comprometimento significativo da situação econômico-financeira das instituições, além de violações às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional.

Foram liquidados de forma extrajudicial o Banco Master S/A, o Banco Master de Investimento S/A, o Banco Letsbank S/A e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

O processo ocorreu paralelamente à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

Como resultado das investigações, Daniel Vorcaro foi preso inicialmente em 17 de novembro. Posteriormente, ele chegou a ser solto mediante uso de tornozeleira eletrônica, antes de voltar a ser detido nesta nova fase da operação.

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