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06 de Maio de 2026

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Política Brasil Sexta-feira, 06 de Março de 2026, 14:08 - A | A

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Judiciário

CNJ aponta empresário como operador financeiro de desembargador afastado do TJMT

Investigações conduzidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o empresário Luciano Cândido Amaral atuava como principal intermediário financeiro do desembargador Dirceu dos Santos, magistrado afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

De acordo com os relatórios, Luciano seria responsável por intermediar negociações e articular decisões judiciais, funcionando como uma espécie de operador externo do gabinete do desembargador. O empresário aparece na agenda do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023, identificado pelo apelido “Irmão Gêmeo – DD”.

A análise técnica do celular de Zampieri revelou trocas de mensagens que levantaram suspeitas sobre a atuação do grupo. Em 27 de setembro de 2023, o advogado encaminhou um processo a Luciano solicitando a concessão de efeito suspensivo. Apenas 15 segundos depois, o empresário já teria iniciado articulações relacionadas ao caso. No dia seguinte, uma decisão liminar favorável foi assinada por Dirceu dos Santos.

As investigações também apontam que a relação entre o magistrado e o empresário extrapolava o ambiente judicial. Ambos foram sócios da empresa Maislaser Cuiabá Ltda. entre 2022 e 2024. O negócio tem como sócia-embaixadora nacional a apresentadora Ana Hickmann.

Segundo o CNJ e a Polícia Federal, Luciano Amaral teria utilizado empresas de sua propriedade para dissimular pagamentos considerados suspeitos. Entre 2020 e 2023, Roberto Zampieri transferiu aproximadamente R$ 600 mil para contas vinculadas ao empresário.

Um dos repasses investigados envolve a transferência de R$ 140 mil da Veritas Construtora e Incorporadora, empresa de Luciano, para a conta de Carla Patrícia Monteiro dos Santos, esposa do desembargador.

Outro ponto citado nas apurações envolve a empresa M.S. Comércio de Pizzas e Massas Pré-Assadas. Embora registrada em nome de uma mulher apontada como amante do magistrado, a gestão do negócio seria feita diretamente por Dirceu dos Santos, que utilizava cartões pessoais para pagar fornecedores. Apenas em 2019, a empresa movimentou cerca de R$ 800 mil.

Diante das evidências de possíveis crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o CNJ determinou o afastamento do desembargador e a indisponibilidade de bens dele e das empresas ligadas a Luciano Amaral. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliará a apresentação de denúncia criminal.

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