O deputado estadual Valdir Barranco (PT) afirmou que a investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não deve causar impacto político ao chefe do Executivo nem prejudicar um eventual projeto de reeleição.
Segundo o parlamentar, a inclusão do nome de Lulinha em apurações sobre supostas irregularidades em descontos aplicados em aposentadorias estaria sendo usada por setores da direita como forma de tentar vincular o caso diretamente ao presidente da República.
A investigação é conduzida por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional. Entretanto, nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a suspensão das quebras de sigilo aprovadas pela comissão, apontando falhas no procedimento adotado.
Antes da decisão, parte das informações já havia vindo a público. De acordo com o portal Metrópoles, uma das contas bancárias de Lulinha teria registrado movimentação de R$ 19,3 milhões ao longo de quatro anos.
Para Barranco, as CPIs são instrumentos legítimos de investigação, mas criticou o modo como as medidas foram conduzidas. “É natural que existam CPIs para investigar. O problema é quando decisões são tomadas de forma irregular, tanto que o ministro Dino acabou suspendendo as quebras de sigilo”, afirmou.
O deputado também relembrou que Lulinha já foi alvo de diversas tentativas de associação a investigações durante a Operação Lava Jato. Segundo ele, naquele período toda a família do presidente foi investigada sem que fossem encontradas irregularidades.
“Não é de hoje que tentam envolver o Lulinha em denúncias. Na época da Lava Jato investigaram tudo, reviraram a vida dele e não encontraram nada. E não vão encontrar agora”, declarou o parlamentar.
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