A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Last Loop para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas sintéticas e comércio ilegal de armas em Cuiabá. O grupo utilizava festas de música eletrônica como ambiente para a distribuição de entorpecentes.
Entre os alvos da investigação está um DJ apontado como organizador dos eventos, que seriam utilizados como ponto de venda de substâncias como MDMA (ecstasy), LSD, derivados de cannabis e também cocaína.
Ao todo, foram cumpridas 12 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão domiciliar. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio de policiais da Delegacia de Alta Floresta.
Dois investigados já estavam presos e tiveram novos mandados de prisão preventiva decretados. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta. Durante a operação, também houve prisões em flagrante, além da apreensão de drogas e armas de fogo.
As investigações apontam que o grupo escolhia propositalmente festas eletrônicas para realizar a comercialização dos entorpecentes. De acordo com a Polícia Civil, a organização atuava de forma estruturada e mantinha um esquema contínuo de negociações.
Para dificultar o rastreamento financeiro, os pagamentos eram feitos por meio de transferências via Pix para contas de empresas e de pessoas utilizadas como “laranjas”. Segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo Ribeiro, a estratégia demonstrava o nível de organização da quadrilha.
Além do tráfico de drogas, os investigados também são suspeitos de envolvimento com a negociação ilegal de armas de fogo, o que amplia a gravidade dos crimes apurados.
O nome da operação faz referência ao termo “Last Loop”, utilizado por DJs para indicar a última repetição de uma faixa musical antes do encerramento. A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026 e faz parte da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas no Estado.
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