Com a chegada do verão, cresce a busca pelo corpo mais definido e pela perda rápida de peso. Muitas pessoas intensificam os treinos, especialmente atividades de alto impacto. No entanto, o que poucos sabem é que o excesso pode impactar diretamente a firmeza da pele.
De acordo com a dermatologista Priscilla Sarlos (CRM-RJ 5288506-1/ RQE 21880), exercícios praticados de forma exagerada podem, sim, contribuir para o aumento da flacidez.
Impacto do treino intenso na pele
A prática excessiva de exercícios de alto impacto favorece a produção de radicais livres, moléculas responsáveis por acelerar o envelhecimento celular. Esse processo aumenta a percepção de flacidez, especialmente em áreas mais expostas como rosto, pescoço e colo.
Outro fator importante é a perda de gordura corporal. Embora muitas vezes desejada, a redução rápida de gordura, inclusive facial, pode comprometer a sustentação natural da pele, já que essa camada também contribui para o suporte cutâneo.
Musculação ajuda, mas não resolve tudo
A musculação é uma aliada importante, pois melhora o tônus muscular e oferece sustentação interna. Porém, ela não trata diretamente a flacidez da pele.
Segundo a especialista, a partir dos 20 anos começamos a perder, em média, 1% de colágeno ao ano. Em alguns casos, pode ser indicado o uso de bioestimuladores de colágeno, que estimulam a própria pele a produzir proteínas como colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza e sustentação da derme.
Hidratação vai além de beber água
Durante os treinos no calor, a desidratação pode deixar a pele com aspecto murcho e sem elasticidade. Quando o corpo perde muita água, ele prioriza os órgãos vitais e retira líquido dos tecidos periféricos, como a pele, o que acentua linhas finas e a flacidez momentânea.
Manter a hidratação adequada antes, durante e após o exercício é fundamental para preservar a saúde cutânea.
Alimentação é peça-chave
Uma dieta rica em antioxidantes ajuda a combater os radicais livres produzidos durante a atividade física intensa.
Entre os nutrientes importantes estão:
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Vitamina C: essencial para a síntese de colágeno. Pode ser encontrada em frutas cítricas, acerola e kiwi.
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Proteínas de qualidade: fundamentais para a recuperação muscular e da pele, presentes em ovos, peixes e leguminosas.
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Luteína e licopeno: antioxidantes presentes no tomate e vegetais verde-escuros, que auxiliam na proteção contra os danos causados pelos raios UV.
Cuidado com o “efeito sanfona”
Dietas muito restritivas e emagrecimento rápido demais não permitem que a pele se adapte à nova forma corporal. A perda acelerada de peso pode resultar em sobra de tecido e aparência flácida.
O ideal é um processo gradual, que permita que as fibras de elastina acompanhem a redução de medidas.
Sol: o maior inimigo do colágeno
A exposição solar excessiva é a principal causa de degradação do colágeno — processo conhecido como fotocenvelhecimento.
Treinar ao ar livre sem proteção adequada pode danificar as fibras de sustentação da pele ainda mais rápido. Por isso, recomenda-se o uso de roupas com proteção UV e filtros solares resistentes ao suor.
Descanso também é tratamento
O sono é fundamental para a regeneração celular. É durante o descanso que o corpo libera o hormônio do crescimento (GH), responsável pelo reparo dos tecidos.
Treinar intensamente sem pausas adequadas pode impedir que a pele se recupere do estresse oxidativo causado pelo excesso de atividade física.
Equilíbrio é a chave
Manter a firmeza da pele no verão depende da combinação entre musculação, hidratação adequada, alimentação equilibrada, proteção solar e descanso.
Assim, é possível aproveitar os benefícios do esporte e do sol sem comprometer a saúde da pele.
Fonte: SportLife
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