A ex-deputada federal Rosa Neide (PT) afirmou que o Partido dos Trabalhadores não pretende repetir erros políticos do passado em Mato Grosso nas eleições de 2026. A declaração foi feita na manhã desta sexta-feira (6), durante o lançamento do Programa Acredita Sebrae.
Segundo ela, a federação formada por PT, PV e PCdoB tem adotado uma estratégia baseada em pesquisas eleitorais e na escolha de candidatos que já demonstraram desempenho nas urnas. A intenção, de acordo com Rosa Neide, é evitar equívocos ocorridos em disputas anteriores.
“A gente já tem os cálculos. Estamos colocando na chapa pessoas testadas, pessoas que têm voto e estamos trabalhando com pesquisas. Esse erro não acontecerá novamente”, afirmou.
A petista também comentou sobre as articulações para a segunda vaga ao Senado dentro do grupo político que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores, são citados como possíveis nomes o ex-governador Pedro Taques (PSB) e a ex-vereadora Edna Sampaio (PT).
De acordo com Rosa Neide, as conversas entre os partidos aliados são frequentes. Ela destacou que Taques tem se apresentado como pré-candidato pelo PSB, partido que integra a base de apoio ao Governo Federal.
“O ex-senador Pedro Taques é candidato pelo PSB. O PSB é um partido aliado, inclusive tem o vice-presidente da República. Quem estiver apoiando o projeto nacional, onde o candidato a presidente é o presidente Lula, estará conosco”, disse.
A ex-deputada afirmou ainda que não existe rejeição dentro da federação em relação ao nome de Pedro Taques. Conforme explicou, o debate entre os partidos se concentra na definição da melhor composição eleitoral.
“Não há rejeição enquanto federação. A discussão é qual é a melhor composição. Apresentam-se pesquisas, analisam-se dados e às vezes os ânimos se exaltam, mas estamos todos focados no principal, que é a eleição”, declarou.
Rosa Neide também ressaltou que a federação e partidos aliados analisam a formação da chapa majoritária em Mato Grosso, que inclui a disputa pelo Governo do Estado e pelo Senado. Segundo ela, o grupo acompanha constantemente pesquisas realizadas no estado para orientar as decisões políticas.
“Nós estamos discutindo a federação mais o PSD e outros aliados. Temos candidatura ao Governo do Estado e estamos analisando pesquisas diárias para entender o que a população quer e como a federação deve se comportar”, afirmou.
Por fim, a petista informou que novas definições sobre alianças devem avançar após uma reunião nacional entre dirigentes partidários. O encontro deve reunir o presidente nacional do PSB, João Campos, prefeito de Recife, além do presidente do PT, Edinho Silva, e dirigentes do PV e do PCdoB.
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