O conflito no Oriente Médio ganhou novos contornos nesta quinta-feira (5), após Israel realizar uma série de ataques contra alvos em Teerã, capital do Irã. Segundo autoridades israelenses, as ofensivas tiveram como alvo estruturas estratégicas ligadas ao governo iraniano. Em resposta, mísseis lançados pelo Irã levaram milhões de israelenses a buscar abrigo em bunkers e sistemas de defesa aérea.
Com a guerra entre Estados Unidos e Irã entrando no sexto dia, o cenário de instabilidade começa a se expandir para além da região do Golfo. O avanço das hostilidades já provoca impactos nos mercados internacionais e gera preocupação entre turistas e moradores que tentam deixar o Oriente Médio diante do agravamento da crise.
A tensão aumentou ainda mais após o naufrágio de um navio de guerra iraniano próximo à costa do Sri Lanka, ocorrido na quarta-feira (4). O episódio deixou ao menos 80 mortos. O ministro das Relações Exteriores do Irã classificou o caso como uma “atrocidade no mar” e afirmou que a embarcação, a fragata Dena, transportava cerca de 130 marinheiros quando foi atingida sem aviso em águas internacionais.
Autoridades iranianas reagiram com fortes declarações. O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Kioumars Heydari, afirmou à televisão estatal que o país está disposto a enfrentar forças norte-americanas em qualquer local. Segundo ele, o Irã não demonstra preocupação com a duração do conflito.
Ainda nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária informou que um petroleiro norte-americano foi atingido no norte do Golfo e estaria em chamas. Em nota divulgada pela mídia estatal, o grupo também afirmou que, em cenário de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz ficará sob controle da República Islâmica.
A crise se ampliou quando um míssil balístico iraniano foi interceptado pelas defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) após ser direcionado à Turquia. O episódio marca a primeira vez que um país integrante da aliança militar é diretamente envolvido na atual escalada. O governo iraniano, no entanto, negou ter disparado o míssil contra território turco e afirmou respeitar a soberania do país.
Nos Estados Unidos, o Senado rejeitou uma proposta apresentada por parlamentares democratas que buscava suspender a campanha aérea norte-americana contra o Irã e exigir autorização formal do Congresso para a continuidade das operações militares. Com a rejeição da medida, o presidente Donald Trump mantém ampla autonomia para conduzir as ações militares.
Durante conversa telefônica com o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, reforçou o apoio norte-americano às operações israelenses. Segundo comunicado divulgado pelo governo de Israel, Hegseth declarou: “Continuem até o fim — estamos com vocês”.
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