O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, afirmou que qualquer agente público deverá responder judicialmente caso sejam confirmadas irregularidades apontadas pelas investigações da Operação Emenda Oculta.
A declaração foi dada após questionamentos sobre a operação realizada pelo Ministério Público Estadual, que teve como um dos alvos o deputado Elizeu Nascimento.
Segundo Max Russi, não haverá qualquer interferência da Assembleia Legislativa nas apurações conduzidas pelos órgãos de controle.
“Seja deputado, servidor ou qualquer outro agente público, quem tiver cometido irregularidade deverá responder pelos seus atos”, afirmou o presidente do Legislativo.
A investigação conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso, apura um suposto esquema envolvendo desvio de emendas parlamentares destinadas a instituições sociais.
Também foram alvos da operação o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento, empresários, dirigentes de institutos e um assessor parlamentar da Assembleia Legislativa.
De acordo com as investigações, os recursos públicos seriam destinados a entidades e posteriormente transferidos para empresas privadas, com parte dos valores supostamente retornando aos parlamentares investigados.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou quebra de sigilos bancário e fiscal, bloqueio de contas e indisponibilidade de bens dos investigados.
O deputado Elizeu Nascimento negou participação no esquema e afirmou que os valores apreendidos em sua residência possuem origem declarada e seriam destinados à sua campanha eleitoral.
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