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06 de Maio de 2026

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Brasil Terça-feira, 05 de Maio de 2026, 17:12 - A | A

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Vacina contra meningite B segue fora do SUS e pode custar até R$ 750 na rede privada

Redação

A vacina contra a meningite do tipo B continuará fora do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme decisão do Ministério da Saúde publicada no Diário Oficial da União em 17 de abril. O principal motivo apontado foi o alto custo para incorporação do imunizante à rede pública.

De acordo com análise da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), a inclusão da vacina teria impacto estimado em R$ 5,5 bilhões em cinco anos — valor que comprometeria cerca de 70% do orçamento anual do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Com isso, a proteção contra o sorogrupo B, considerado o mais frequente entre crianças pequenas, segue restrita à rede privada. O custo por dose varia entre R$ 600 e R$ 750, podendo ultrapassar R$ 2 mil no esquema completo.

Além do impacto financeiro, o governo também citou incertezas sobre a duração da imunidade e a efetividade da vacina na redução da circulação da bactéria.

Apesar da decisão, o Ministério da Saúde informou que a medida não é definitiva e poderá ser revista caso haja redução nos preços ou novos estudos que comprovem melhor custo-benefício.

Casos em Mato Grosso preocupam

Em Mato Grosso, a situação acende alerta. Em 2026, já foram registradas oito mortes por meningite e 29 casos confirmados da doença, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.

A ausência da vacina contra o tipo B no SUS amplia a preocupação, já que essa variante está entre as mais graves. Na rede privada, além do alto custo, a procura crescente já começa a provocar falta de doses.

Em Cuiabá, a vacinação contra outros tipos de meningite segue disponível, mas a cobertura ainda é considerada insuficiente, principalmente entre adolescentes.

Doença grave e de rápida evolução

A meningite bacteriana é uma infecção grave que pode levar à morte em poucas horas. No Brasil, a taxa de letalidade chega a 24%, e parte dos sobreviventes pode apresentar sequelas permanentes, como danos neurológicos e perda auditiva.

A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e os principais sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e confusão mental.


Se quiser, posso adaptar para um tom mais alarmista, mais técnico ou mais curto estilo “nota rápida”.

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