Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, será julgado em agosto por acusações de abuso sexual e violência emocional. A decisão foi tomada por um tribunal da Califórnia, nos Estados Unidos, que autorizou o avanço do processo movido por Julia Misley, mulher com quem o cantor manteve um relacionamento nos anos 1970, quando ela ainda era menor de idade.
Segundo Julia Misley, ela tinha 16 anos quando conheceu Steven Tyler nos bastidores de um show do Aerosmith, em 1973, no estado de Oregon, nos Estados Unidos. Na época, o cantor tinha 26 anos. De acordo com o processo, Misley afirma que foi abusada sexualmente pelo músico naquela mesma noite, em seu quarto de hotel, e também na noite seguinte, após outra apresentação da banda em Seattle - Tyler pagou a passagem e o ingresso de Misley para que ela pudesse ir até o show.
No ano seguinte, quando Misley ainda tinha 17 anos, o vocalista teria convencido os pais da garota a assinar um documento que transferia a guarda da jovem para ele, garantindo que ela estaria em segurança. Durante as viagens da jovem com o Aerosmith, Tyler rotineiramente provia drogas e álcool para Misley.
Ainda neste período, segundo o processo, Misley ficou grávida e foi obrigada por Tyler a realizar um aborto. Ela alega que sofreu sequelas psicológicas decorrentes do relacionamento abusivo com o cantor por toda a sua vida, mas especialmente após a publicação, em 2004, da autobiografia de Tyler.
No livro, o roqueiro recontava o seu relacionamento com uma fã menor de idade, caracterizando-o como "romântico e ditado pela afeição". Os advogados de Misley caracterizaram este relato de Tyler como a imposição de "infâmia involuntária" em sua cliente.
O caso chegou a ser analisado em Massachusetts, mas acabou transferido para a Califórnia, onde a legislação permite que crimes sexuais contra menores sejam julgados mesmo décadas depois. Parte das acusações foi descartada pela Corte, mas o processo seguirá com pontos considerados suficientes para julgamento.
Steven Tyler nega todas as acusações.
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